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O que investigar quando a criança tem dificuldade na escola?

  • Dra. Juliana Queiroz
  • Nov 4, 2025
  • 2 min read

Muitos pais procuram ajuda médica quando percebem que o filho não está acompanhando o ritmo da turma. As queixas mais comuns são: “Ele se distrai com facilidade”, “não quer fazer lição”, “parece esquecer o que acabou de aprender”.

Mas nem toda dificuldade escolar tem a mesma causa — e entender o que está por trás do problema é o primeiro passo para ajudar a criança da forma certa.


1. O primeiro passo é garantir que o corpo está funcionando bem


Antes de pensar em transtornos de aprendizagem ou questões emocionais, é essencial descartar causas sensoriais e médicas.

  • Audição: perdas auditivas leves podem passar despercebidas, mas comprometem o aprendizado, especialmente na alfabetização.

  • Visão: dificuldades para enxergar o quadro ou o caderno podem gerar desatenção e desinteresse.

  • Sono e saúde geral: apneia do sono, ronco, epilepsia e uso de medicamentos podem interferir na atenção e na memória.


Uma boa avaliação médica e exames simples podem esclarecer muito nesta fase.


2. Avaliar as habilidades cognitivas e de aprendizagem


Quando a parte física está bem, é hora de investigar como a criança processa as informações. Nem sempre a dificuldade é falta de esforço, muitas vezes, é uma questão de funcionamento cerebral.

  • Transtornos específicos de aprendizagem (como dislexia, discalculia ou disgrafia) afetam áreas específicas do aprendizado.

  • TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade): dificulta manter o foco e organizar tarefas.

  • Atrasos globais no desenvolvimento ou deficiência intelectual leve: podem causar lentidão na assimilação de conteúdos.

  • Outros transtorno do desenvolvimento como TEA podem impactar na aprendizagem


Aqui, o papel do neuropediatra e da neuropsicologia é fundamental. Esses profissionais avaliam o perfil cognitivo, a memória, a linguagem e a atenção, e ajudam a direcionar o suporte escolar e terapêutico adequado.


  1. Considerar o contexto emocional e o ambiente escolar


Nem toda dificuldade vem do cérebro, o ambiente e as emoções também contam.

  • Mudanças familiares (como separações, luto ou chegada de um irmão).

  • Ansiedade de desempenho, bullying ou insegurança na escola.

  • Metodologia de ensino que não se adapta ao estilo de aprendizagem da criança.


Em alguns casos, o suporte psicológico e uma parceria ativa com a escola são o que fazem diferença.


4. A importância de uma avaliação integrada


Para o diagnóstico correto é importante uma avaliação bem feita, que inclui:

  • Avaliação médica

  • Avaliação psicopedagógica/neuropsicológica

  • Observação escolar

  • Avaliação multidisciplinar


Essa abordagem integrada permite compreender todas as dimensões do aprendizado, biológica, cognitiva, emocional e social.


5. Entender não é rotular


Buscar diagnóstico não é “rotular” a criança, mas entender o que ela precisa para aprender com mais sucesso.

Com o suporte certo, a maioria das dificuldades escolares pode ser superada, e a criança recupera o prazer de aprender.


Conclusão


A dificuldade escolar é um sinal, não uma sentença. O olhar atento dos pais, aliado à avaliação de profissionais capacitados, é essencial para identificar as causas e promover estratégias eficazes.


Crianças felizes na escola
A dificuldade escolar pode ter várias causas, e o diagnóstico correto auxilia a criança a aprender com alegria!

 
 
 

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