Disfunção de Integração Sensorial: entendendo o processamento sensorial na infância
- Dra. Juliana Queiroz
- Jan 26
- 1 min read
A integração sensorial é o processo neurológico pelo qual o cérebro organiza as informações recebidas pelos sentidos, permitindo respostas adequadas ao ambiente. Esse conceito foi desenvolvido por A. Jean Ayres, e é fundamental para o desenvolvimento motor, emocional e comportamental da criança.
Quando esse processo não acontece de forma eficiente, falamos em Disfunção de Integração Sensorial (DIS).
O que a criança pode apresentar?
A criança pode:
Reagir de forma exagerada a sons, luzes ou toques
Evitar determinadas texturas, roupas ou alimentos
Buscar movimento excessivamente ou evitá-lo
Ter dificuldade de autorregulação emocional
Essas respostas não são voluntárias e não devem ser interpretadas como birra ou desobediência.
A DIS é um diagnóstico isolado?
A Disfunção de Integração Sensorial não é um diagnóstico médico formal isolado, mas um perfil de funcionamento sensorial, frequentemente observado em crianças com TEA, TDAH ou atrasos do desenvolvimento, mas também em crianças neurotípicas.
Como é feita a avaliação?
A avaliação envolve:
Anamnese detalhada
Observação clínica
Questionários padronizados
Avaliação por terapeuta ocupacional especializada
O olhar integrado entre neuropediatria, terapia ocupacional e família é essencial.
Tratamento e acompanhamento
O tratamento é feito principalmente por Terapia Ocupacional com abordagem em Integração Sensorial, com foco em:
Melhorar a autorregulação
Facilitar a participação da criança nas atividades diárias
Orientar família e escola
Cada plano terapêutico deve ser individualizado.
Conclusão
Com compreensão, apoio e estratégias adequadas, a criança pode desenvolver recursos para lidar melhor com os estímulos do mundo. O objetivo nunca é “normalizar” a criança, mas promover conforto, funcionalidade e qualidade de vida.





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